Inspirada pela história de Hipatia de Alexandria e pelo Projeto italiano Día Pagano Europeo de la Memoria.

Em 2013 decidi começar a celebrar aqui no Brasil o Dia da Memória Pagã, com apoio da Antigos Caminhos e outros sacerdotes espalhados pelo país, realizamos celebrações locais dessa data, lembrando os ancestrais do paganismo e os mártires que identificamos com a prática atual neopagã.

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Não temos vínculo com os grupos europeus, mas adotamos a data proposta por eles para essa celebração da memória de personalidades importantes para nossas religiões. “A 24 de Fevereiro de 391, o imperador Valentiniano II proíbe, não apenas os sacrifícios, mas também a simples visita a templos pagãos no império romano. No mesmo ano, decretou ainda que todos os templos pagãos fossem fechados. Foi um dos muitos marcos religiosos, políticos e legais que assinalou o fim da tolerância geral do mundo antigo genuinamente europeu e instaurou o totalitarismo vindo do Oriente semita.

A sua abissal ofensa foi dupla – não apenas destruiu a liberdade em si – liberdade de culto, de expressão, de consciência até, tanto quanto possível – destruiu também os altares dos Deuses nacionais ocidentais, legítimos padroeiros dos povos do Ocidente, a começar pelos romanos, mas rapidamente se estendendo a todas as outras nações europeias. Ao mesmo tempo, vários motins anti-pagãos em Alexandria levaram à destruição de bustos de Serápis em toda a parte onde fossem encontrados, e a sua substituição por crucifixos, pintados em janelas, paredes, pilares, etc…

Deu-se uma revolta de pagãos, liderada pelo filósofo Olympius; mas o grupo acabou refugiado dentro do templo de Serápis; após um cerco violento, os cristãos ocuparam o edifício e demoliram-no, queimando, no processo, a famosa biblioteca de Alexandria, e profanando as imagens de culto do Deus.

O encerramento dos templos implicou a extinção do fogo sagrado do templo de Vesta, que era o fogo sagrado da pátria, todos os anos apagado e reacendido, imagem maior do fogo sagrado do lar, que brilhava no centro de cada casa romana (sucedendo algo de similar noutras partes do mundo indo-europeu, como a Grécia e a Índia ariana)”.

Neste dia, acendemos novamente o fogo sagrado, não só para Vesta, mas para todos os Deuses Pagãos, para relembrar esses tempos de intolerância, infelizmente ainda presentes no mundo, agradecer pelos que se foram e honrar suas vidas.

Marina Junqueira

Cartaz

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